Extraído do Blog "Dicionário do Movimento Pentecostal
Lewi Pethrus pastoreou a igreja de 1911 até sua jubilação em 1958Em 1916, Pethrus deu início a um dos mais arrojados trabalhos missionários do mundo pentecostal, com o envio do primeiro casal de missionários para o Brasil, Samuel e Lina Nyström, e a fundação da Svenska Fria Missionen (Missão Sueca Livre).
Como pastor, Pethrus fez com que sua membresia na Suécia se tornasse a maior do mundo pentecostal (até cerca de 1975), e levou o seu Movimento Pentecostal a se tornar a maior igreja livre na Suécia, principalmente por sua capacidade de fazer a igreja relacionar-se em todos os aspectos de sua vida. Sua visão holística da vida cristã e a moderação, dignidade e realismo de suas perspectivas de desenvolvimento espiritual deram-lhe a atenção para ser ouvido por toda a Europa, América do Norte e Terceiro Mundo. Ele mostrou ao mundo pentecostal que o movimento não deveria ficar alienado da cultura nacional da qual ele faz parte. Ele foi considerado um pregador, erudito e portador de alto grau de espiritualidade, afirmando sempre suas origens pentecostais, interessando-se de modo invulgar pela expansão do evangelho. Pethrus foi também um autor prolífero, além de compositor de hinos.
Permaneceu como pastor da Igreja Filadélfia de Estocolmo até sua jubilação, em 1958, e atuou como líder do movimento pentecostal sueco até sua morte em 1974. Numa pesquisa para saber quais foram as 100 pessoas mais influentes no século 20 na Suécia, Pethrus ficou em 5º lugar.

Grande templo da Igreja Filadélfia de Estocolmo, inaugurado em 1930
Numa das salas do castelo anexo à Igreja Filadélfia ainda funcionam os serviços de missões. Seus secretários de missões de maior destaque foram A. P. Franklin (visitou o Brasil em 1926), Paul Ongman e Samuel Nyström. Contando o período de 1910 a 1976, somavam-se, incluindo as esposas, 64 missionários da Missão Sueca Livre que trabalharam no Brasil, a maioria deles sustentados pela Igreja Filadélfia. Atualmente o secretário de missões é o pastor Gunnar Swahn, ex-missionário em Papua Nova Guiné, e a igreja mantêm 20 missionários engajados em 35 projetos. Consta ainda como seu missionário no Brasil, João Lundgren, pastor-presidente da Assembléia de Deus de Caxias do Sul (RS). Por intermédio de Gunnar Swahn, pude conhecer os arquivos onde está guardada toda a documentação de cada missionário que atuou no Brasil.
Entre 1910 a 1950, Filadélfia mantinha 47 locais de Escola Dominical onde também funcionava uma congregação. Eram dirigidos por presbíteros ou diáconos. A Escola Dominical, das 09h30min às 10h30min, era só para crianças. Às 11h00min havia culto para todos os adultos. Havia ceia nas congregações e, uma vez por mês, todas as congregações ceiavam na sede.
O culto principal da Igreja Filadélfia é realizado aos domingos, às 11h00min horas da manhã. À noite apenas ocorre reunião de oração.
Culto dominical em 2008 na Igreja Filadélfia. Na primeira fila, os pastores Gunnar Swahn (secretário de missões) e Niklas Piensoho (pastor-presidente)
Na Grande Estocolmo, além do templo central, há igrejas filiadas: duas igrejas na zona sudeste, três igrejas na zona oeste, seis igrejas na zona sul e duas igrejas na zona norte.
Além de o culto dominical ser traduzido para pessoas de fala inglesa e espanhola, durante a semana são realizados cultos específicos para várias nacionalidades, entre elas, portugueses, espanhóis, filandeses, estonianos e iranianos. A igreja também mantém 20 células com cultos semanais nos lares.
De 29 membros, em 1911, Filadélfia chegou a mais de 6 mil membros, em 1958. Atualmente consta em seu rol o registro de 6.000 membros.
Lewi Pethrus (à direita) com seus sucessores Willis Säwe (à esquerda), de 1958 a 1973, e Karl-Erik Heinerborg (centro), de 1973 a 1986
Desde que se tornou pentecostal, a Igreja Filadélfia teve seis pastores-presidentes: Lewi Pethrus (1911-1958), veio ao Brasil três vezes; Willis Säwe (1958-1973), veio uma vez ao Brasil; Karl-Erik Heinerborg (1973-1986), veio uma vez ao Brasil; Owe Lindeskär (1986-1997), veio duas vezes no Brasil; Sten-Gunnar Hedin (1997-2006); e Niklas Piensoho (a partir de 2006), anteriormente pastor da Fiskebäcks Missionskyrka, uma denominação não integrante do movimento pentecostal sueco.
Owe Lindeskär, foi o quarto pastor da igreja, de 1986 a 1997
Sten-Gunnar Hedin, quinto pastor da igreja, de 1997 a 2006. Considerado um dos principais líderes do atual movimento pentecostal sueco
No início deste ano foi anunciada uma grande reforma no templo-sede da Filadélfia com a conclusão marcada para 2015, apesar de a igreja ter sido atingida financeiramente por causa da crise econômica mundial do ano passado, tendo que demitir funcionários.
Niklas Piensoho, atual pastor da Igreja Filadélfia, e eu, entregando para ele um exemplar do Dicionário do Movimento Pentecostal
Verbetes do Dicionário do Movimento Pentecostal relacionados com esta reportagem:
Pentecostalismo na Suécia, páginas 573 a 582.
Pethrus, Petrus Lewi, páginas 655 a 657.